No dia em que estive em Brasília

No dia em estive em Brasília

Havia dado uma parada. Eu sei. Mais do que ninguém sei o quanto é duro manter uma escrita diária. Por acaso volto aqui neste e sinto vontade de retomá-lo. Parabéns aqueles que conseguem manter o curso diário de seu barco mental no imenso mar de palavras; não é o meu caso. Escrevo visceral, descarrego fonemas num turbilhão de coisas em momentos incomuns. Assim, olhando este pela foto que decora o blog; lembrei-me de Brasília. Muito bem: no dia em que estive em Brasília!
Na chegada ao aeroporto a ansiedade de ser recebido para uma feria literária me apeteceu com pequenos transtornos; – era um aviso de que as vezes a gente não percebe quando os avisos vêm- ai vão eles: Na saída do estacionamento uma van enorme atravancava o caminho por onde deveríamos sair. Alguém havia estacionado bem em frente ao carro de transporte designado a receber alguns autores. Uma espera de mais de uma hora para receber outra pessoa que iria desembarcar. Por falta de outro transporte, o jeito foi esperar mais. Na chegada ao hotel ninguém responsável a saber o que se passava. Hospedagem, almoço e outras questões. Resolvidos com atraso. Horário previsto para o evento; atraso novamente. Público previsto; inexpressivo. A cobertura que seria dada pela mídia foi desviada para outro evento; que não seria descobri mais tarde; não era um evento e sim uma tragédia: alguém havia se afogado no lago Paranoá! Coisas ruins a parte, não devo me esquecer do encontro com os amigos, as novas amizades , contatos; coisas que valem a pena numa viagem. Afinal, viajamos para conhecer lugares e pessoas, uns fazem os outros. Um novo contato rendeu um novo livro; bingo! Nem tudo estava perdido na cidade das coisas “perdidas”, ou seriam verbas? Políticas a parte prossegui o meu dia. Após o momento de eventos o dia seguinte para passeio. Ruas largas, sol fugidio, vento na cara e muita coragem; longa caminhada do hotel até o palácio.Aliás; ida e volta. Gosto de caminhar! Escapei não ter ido de bermuda. Na chegada conheci um casal que se deu mal; o marido estava de bermuda e tinha vindo de Goiania só pra isso? De bermuda não entra cara! Se um dia voce for de bermuda ao Congresso Nacional nem tente ; não vai entrar. No caminho fotografei uma varredora de rua com o a imagem ao fundo para as torres do palácio: paradoxo! A catedral interditada; parece que até Deus está contra mim em Brasília. Consegui o passaporte para caminhar palácio adentro. Sala dos presidentes, a história do comando da nação com fotos da “família toda”; os presidentes da história. Os corredores, a câmara, o senado. Tudo bem visto visitado e vistoriado por mim. Impossível não sentir-se meio dono daquilo ou do lugar que pertence a nós e de certo modo nunca nos pertenceu; mas sim a “eles”. Mesmo assim, pena ter visto meses depois uma invasão ao patrimônio que é “nosso”. Voltando. Segue a van de volta ao aeroporto, o avião que sobe e o último olhar sobre Brasília. Perfeita, intacta. Num domingo, depois de um final de semana inesquecivelmente pronto pra ser esquecido, ou não como vemos agora! Lembranças paradoxais. Só eu mesmo faço isso! Devo voltar se chamarem. Quem sabe ninguém atravanque o caminho, encontro mais amigos, escritores não se atrasem, o cachê seja melhor, a catedral esteja aberta, os políticos trabalhando; ops sem exageros!A feira esteja cheia; de gente! Não só de livros! A mídia apareça e, por fim , sinceramente: ninguém se afogue.

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