A REVOLTA DOS PELADOS

Em tempos de manifestações, liberdade, novos anseios pela libertação do ser humano; inclui-se ai, devidamente ou literalmente, agora: o corpo. São os chamados naturistas reivindicando o direito de andarem pelados na rua. Pelados? Nus? Com a genitália desnuda? – Como diria minha irmã no dia em que viu meu pai no hospital com os balangandãs de fora. Aliás, o velho teve um surto e abriu fuga pelos corredores com o bilau balangando pela frente e a busanfa quase toda a mostra; salvo pelo aventalzinho…(mas isso é outra história que conto outro dia)- Eles querem andar como vieram ao mundo? Não! Não como vieram ao mundo. No dia em que vieram ao mundo – estes naturistas- não faziam parte dos candidatos ao atentado ao pudor- eram cuti-cutis bebês que não escandalizavam e nem horrorizavam nossas ruas – a moral e aos bons costumes- como diria “Odorico Paraguassú”: esses bundistas, genitalenses afrontam a moral sucupirana! E por vai, ou ia. Mas, voltando ao assunto mais sério – se é que seja possível ser sério com isso – Eles querem ter o direito de andar pela cidade pelados? Naturistas. Bom, que eu saiba o naturismo surgiu na Grécia – muito tempo atrás, mais de dois mil anos- e tinha um conceito mais elucidado em matéria de “contato com a natureza”. O homem estaria ligado a ela, procurava desvendar esse mistério numa mistura de investigação para o conhecimento e sensação para o auto-conhecimento. Mas sem didáticas por hoje! A questão é mais profunda; que não se perca a piada e se diga que a questão é mais “abundante”! Diria um antigo amigo da faculdade; que tem o mesmo nome do cavalo dos picaretas do filme (animação) “Em busca do Eldorado”. (engraçado pensar nisso agora: querem estes naturistas ou “peladocitizens” encontrar o Eldorado com essas ideias núdicas? Vai saber!) Bom, diria meu amigo: isso é tudo culpa do capitalismo! O pior é que nem posso discordar disso – aliás, para meu amigo a discordância era quase um orgasmo; assim ele podia “escumar” pela boca de tanto proferir a sua razão descabida, mas sempre com um fundinho de verdade – Por que culpa do capitalismo bem na cabeça dessas pessoas nuas, ou torcedoras dos peladões futebol, clube? É que a publicidade prega a todo tempo a liberdade: tenha isso, seja aquilo, faça isso, você pode mais, você opina, interage, curti, curti, curti, mas sempre é tudo seu. Ou seja, a liberdade virou quesito máximo para nossa sociedade. Mesmo quando alguém prega o ato de humanidade do compartilhar, o que se vê, no entanto, é o compartilhamento do egoísmo; do eu fiz, eu faço, eu posso! Vejam as propagandas, não como um consumidor qualquer, mas com os olhos de “meu amigo”. Depois analise mais uma vez. O sentido de felicidade está arraigado à liberdade, ao mesmo tempo em que somos mais do que nunca vigiados o tempo todo pelo sistema e sua engrenagem. Como aliviar tudo isso; seja livre! É o que eles querem. Seja livre: ande nú! Ou com a genitália desnuda; como queira.       

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